As novidades de antigamente

Talvez estamos vivendo no auge da Era digital ou Era da informação. Somente no futuro poderemos afirmar isso.
A cada minuto, somos bombardeados de novas e diferentes informações.
Todos os dias surgem tecnologias diferentes. Alguns produtos  que no ano passado eram considerados inovações tecnológicas, hoje estão “ultrapassados”.
Lembro que há uns 15 anos atrás, na época tinha meus 11 ou 12 anos, todas as quintas-feiras vivíamos uma aventura quando, nas aulas de informática, a garotada tinha contato com o tão falado computador e a recente novidade da internet. Era um momento para pesquisar os assuntos trabalhados em sala de aula e também aprender alguns conceitos básicos de computação. Telefone celular, naquele tempo, só fazia ligações e mandava mensagem de texto, mesmo assim era uma tecnologia que impressionava. Nenhum dos meus colegas sonhava em ter um celular antes de ser adulto.
Não muito tempo depois, o mundo mudou completamente. Hoje os celulares já possuem diversas funções. As redes sociais mudaram a forma das pessoas se relacionar e encarrar a vida. Coisas que, num passado recente, só existiam em filmes de ficção cientifica, já são realidade e estão ao alcance das nossas mãos. Muitas crianças  também trocaram os brinquedos  e brincadeiras tradicionais pelos novos e modernos produtos tecnológicos. Isso é certo ou errado? Melhor ou pior? Não posso responder. A questão é que as tecnologias estão aí e surgiram para facilitar a vida e as relações interpessoais. Cabe a nós descobrir a melhor forma de utilizá-las, sem esquecer a essência de ser uma pessoa humana.
Mas qual é a nossa lembrança sobre as tecnologias do passado? Estamos transmitindo para a gurizada de hoje a mínima noção de como eram as coisas no tempo em que nós, nossos pais e nossos avós passamos pela infância? Ou estamos deixando a história ser apagada?
Iniciativa interessante foi a da constantinense Mariliza Taglietti, que é professora do terceiro ano do ensino fundamental na Escola Santa Terezinha.
Dias atrás, a professora Mariliza chegou na escola carregando um objeto que despertou vários olhares curiosos dos alunos. Talvez também tenha despertado algumas lembranças e um leve sentimento de saudade nos professores e funcionários.
O objeto estranho, que a professora levou em sua aula, é um antigo aparelho de telefone, utilizado no município de Constantina lá pela década de 1970 ou 1980.
Nesta época, as poucas famílias de Constantina que possuíam um telefone poderiam ser consideradas  as mais “modernizadas”. A principal forma de comunicação ainda eram as visitas e as conversas pessoais, as cartas (quando havia necessidade de se comunicar com alguém que estava distante) e o rádio (que também era uma novidade).
Para as crianças de 2018, o moderno telefone dos anos 70/80 é algo jurássico, mas nem por isso deixa de ser interessante e divertido.
Para o espanto e alegria dos alunos o telefone da “profe” Mariliza ainda está “vivo”. Os estudantes, além de conhecer o visual do aparelho, puderam fazer algumas ligações, inclusive para a secretária municipal de educação, descobrindo como funcionava essa tecnologia.
O que hoje é novidade amanhã será “antiguidade”. Que esta simples iniciativa da professora sirva de exemplo para refletirmos sobre a necessidade de utilizarmos as tecnologias sem deixar de preservar a nossa história. E, principalmente, que o contato com as  “máquinas” não destrua a nossa capacidade de perceber e sentir aquilo que realmente importa na vida, o convívio com os demais seres humanos.
E como diz o cantor Lulu Santos, que também está entrando para a lista dos antigos, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. É a dialética da vida que segue.

Fonte: http://germinaldeideias.blogspot.com/2018/11/as-novas-tecnologias-de-antigamente.html

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